insônia, depressão, música, literatura,
crônicas de alcoolismo e declarações de amor
Terça-feira, Fevereiro 21, 2006
Des lírio
Tem uma porrada de coisas pra resolver. Tem um monte de cacos pelo caminho. Parece como pegar uma vassoura e uma pazinha e ir juntando tudo. Pensar depois se junto os pedaços novamente ou apenas deposito tudo numa lata de lixo, dessas com um pedal que abre a tampa. Pronto. Foi. Tem a saudade. A ansiedade. A poesia sempre cutucando meu cérebro, meio que insinuando coisas. Poeta de bosta. Poeta de merda. Bonitinho mas fracassado. Explosivo e carismático mas sem estrutura pra expandir tudo isso. Emocional? Pode ser. Diálogos internos que começam a virar discussão. Um passo a frente, dois pra trás. A mão na cintura de alguma moça, tanto faz, dois pra lá, dois pra cá, até errar o tempo, descompasso. Ele não dança nada. É o que fica. Eliminado. No amor é assim, por eliminação. Não serve, tchau. Sensação de que este campeonato tá chegando ao fim, e tá difícil passar pra semi-final. Tantas vezes com a mão na taça. Algo freqüente, contumaz, e os copos estão sempre cheios. Desfazer a mochila. Hora de lavar a louça, todas estas taças. É verdade. Tenho uma porrada de coisas pra resolver.
postado por: FLÁVIO JACOBSEN 4:09 PM
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