insônia, depressão, música, literatura,
crônicas de alcoolismo e declarações de amor
Sexta-feira, Abril 29, 2005
Recado para o homem dos nove dedos em Brasília
Escuta aqui, meu chapa: eu não pretendo, nem por um minuto desta sexta feira, depois das dezoito horas, retirar meu ilustre e chutado traseiro da cadeira, e nem minhas talentosas mãos do meu copo de cerveja.
Eu gosto de você. Mas não começa a encher o saco não, que paciência tem limite. Vai te catar. Fica na tua. Espero não estar te atrapalhando. Palhaço.
postado por: FLÁVIO JACOBSEN 5:34 PM
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Quarta-feira, Abril 27, 2005
Com Fer Domingues numa tarde fria
eu odeio
dar nomes
às coisas
às pessoas, iria
logo o nome
do santo do dia
a um filho, joão
uma filha, maria
imagina você
que nome feio
eu não daria
ao que chamam
poesia
eu nomeio
o que escrevo
só por garantia
você,
por folia
postado por: FLÁVIO JACOBSEN 1:44 PM
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Segunda-feira, Abril 25, 2005
Notícias do front
Vou ver
Sobre Café e Cigarros, do
Jim Jarmush. Sempre bom. É um dos cineastas que mais marcaram minha geração. Cine Luz, até quinta, pelo menos.
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Fiquei contente pelo que li e ouvi sobre o desempenho dos caras do
Terminal Guadalupe lá no
Claro que é Rock. E melhor, depois de ouvir o som da banda, já devidamente masterizado e tal, aposto de olhos fechados com quem quiser que vai ser a primeira banda de Curitiba a estourar de verdade. O trabalho é muito bem realizado e as letras (até que enfim), são muito boas em todos os sentidos. O que isso quer dizer? Quer dizer: elas são boas tanto no sentido poético quanto estético, perfeitamente digeríveis por qualquer mortal. E a roupagem que os caras deram às canções é tal e qual digerível. Pop, sem deixar um minuto de ser rock, e inteligente. Surpreso, boto uma caixa de cervas nos caras. Quem quiser quebrar a banca, que quebre.
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Não tenho atualmente nenhuma pretensão de estourar no mercado fonográfico. Acho que eu tenho outras coisas pra fazer da vida, e levo meu trabalho musical com seriedade, também. É que realmente não acredito mais nisso tudo. Eu toco porque gosto. Gravo as canções e lanço discos porque acho necessário e fundamental para a preservação de uma obra, nada desprezível segundo meus comparsas e admiradores, gente bastante boa no ramo. Faço shows porque sou dependente químico desse troço. Gosto de trabalhar com outras formas, menos pretensiosas, como jingles (vou até lançar um disco com meus trampos nessa área, bem divertido), trilhas sonoras (quero voltar a fazer), artes gráficas, multimídia, colaboração em programas de rádio (idem). Mas principalmente, porque prezo tanto as outras coisas que faço, especialmente a literatura, o cinema (vem coisa nova aí, com a banda e tudo, aguardem), e a crônica em geral, que não conseguiria levar esta vida ralada que é trabalhar para colocar (do jeito certo) um produto musical no mercado. Por exemplo, uma pessoa que, entre as coisas que faz, é afim de viajar, passar um tempo fora, aprender idiomas, etc., não pode assumir uma bronca dessas. É o meu caso, agora. É o caso dos caras que tocam comigo, também, a maioria com filhos pra criar, entre outras coisas, etc. Por isso, com todo potencial, sabemos o que estamos fazendo e onde queremos chegar, sem pretensões. Mas, se você é do ramo, é afim, e tal, dou a dica: o trabalho correto está sendo feito pelos caras da banda citada lá em cima. Por isso eu aposto a tal caixa de cervas. Sei que vou ganhar.
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Bolinho de carne no
Torto. O melhor programa de fim de tarde. Estou por lá.
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Relendo o
Jogo da Amarelinha, do
Cortázar. Pancadaria.
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No mais, escrevendo. Estou com livro novo de poemas pronto. Sei lá o que faço. Acho que vou mandar pra algumas editoras. Cansei de me auto-editar.
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Legal o texto sobre a novela América, no blog do
Galera. Leiam lá.
postado por: FLÁVIO JACOBSEN 5:55 PM
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Sexta-feira, Abril 22, 2005
Duas letras que fiz para o Lique:
Favas contadas
Eis que respiramos de novo
O velho ar que já se me anuncia
Vai ficando um mesmo fato pronto
Frio prato feito para um outro dia
Entre um e outro nem te conto
Contamos mais um ponto
Nós até que ficamos bem de mau gosto
E menos em demasia
Vomita tuas favas
E conta
A quantas anda essa tua vida
Aponta
Para outra medida
E toma
...
Encomenda ao amigo médico doutor
Se aquela dor me bater de novo
Pode encomendar o paletó de madeira
Não esquecendo nunca a bandeira
Do meu time, e a mamadeira
Para todo o meu povo
Uma garrafa com aquela, amarela
Que me fez feliz a vida inteira
Não esqueça de um gole pro santo
Que me protege do mundo
Outro para o nobre defunto
Este ainda não perdeu seu encanto
E se aquela dor me bater
e passar e não voltar
Então vamos beber
que senão vai estragar
A vida é boa, vamos para o bar
postado por: FLÁVIO JACOBSEN 3:08 PM
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Quarta-feira, Abril 20, 2005
Patinho Argentino
E antes que me esqueça. Macaco é tua mãe, filho da puta!
postado por: FLÁVIO JACOBSEN 4:04 PM
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Domingo, Abril 17, 2005
Demorou. É CAMPEÃO!!!!!!
postado por: FLÁVIO JACOBSEN 7:10 PM
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Quarta-feira, Abril 13, 2005
Quem trabalha sempre alcança, apesar da nossa mídia
A galera do
Terminal Guadalupe, banda do
Dary Júnior onde toca meu amigo
Rubens K, foi selecionada no festival
Claro que é Rock, e abre para o
Placebo em Floripa. Fiquem ligados. De Curitiba, selecionaram também
Los Diaños. Entre 2.300 bandas, os caras chegaram lá. Trabalho bem feito. Novos tempos. Só falta a mídia daqui abrir os olhos e as páginas para isso. Cambada!
postado por: FLÁVIO JACOBSEN 3:09 PM
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Terça-feira, Abril 05, 2005
It's job
Finalmente, estou escrevendo
O Homem que Judiava. O
Edemar me deixou cabreiro ao se queixar de histórias onde sempre o personagem protagonista/narrador é um escritor, ou poeta, ou fotógrafo, ou jornalista, ou detetive/agente, ou advogado. É verdade. Muito recorrente. Sinto muito, agora já comecei. O cara (protagonista) é jornalista, e faz dupla com um fotógrafo junkie. Estou encarando como um exercício. Logo publico uns trechos aqui. Tudo sujeito a modificações, sem descartar a lata de lixo.
postado por: FLÁVIO JACOBSEN 4:28 PM
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Domingo, Abril 03, 2005
Histórica
E o sucessor de
Pedro, o pescador, se foi. Descanse em paz. Olha a singela homenagem que achei no blog do Mário, do
Paulo Stocker.
postado por: FLÁVIO JACOBSEN 7:30 PM
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