insônia, depressão, música, literatura,
crônicas de alcoolismo e declarações de amor
Quinta-feira, Janeiro 27, 2005
Pancadaria e as merdas da tevê
Puta que pariu. Que porcaria essa mini-série nova da Globo,
Mad Maria. Eu já não tinha nem conseguido ler o livro, apesar de ser do Marcio Souza, cara que eu respeito e que foi presidente da Biblioteca Nacional. Sei lá, quando peguei pra ler, acho que comprei num sebinho, bem barato, não tava no clima e me deu sono. Mas não sei como ele deixou fazerem isso com a obra dele. Perdeu pontos comigo, o Marcio. Deve ter ganhado é muito dinheiro, isso sim. Pra deixar fazer um troço desses, só com muita grana, e olhe lá.
Porra, há coisas que não engulo. O que são aqueles atores brasileiros todos, e quase todos bons, até, fazendo personagens americanos em território brasileiro, e falando português???! E um português de dublagem, ainda!!! É ridículo. Me lembrou aquela outra merda que era a novela lá dos italianos, que os caras já saíram da Itália falando sotaque paulista! Isso é zoar com a inteligência do assistente de tevê. É rir pra não chorar.
Seguinte: se você encena um Shakespeare, um Tenesee Willians, um Brecht, qualquer coisa, é simples. Traduz-se o texto e pronto. Normal. É teatro. Agora, se um cara é americano, como ele fala português estando no Brasil, ao lado de vários brasileiros? Assim não dá! Não dá! Me irritei e fui ler Bukowski. Bem traduzido, diga-se de passagem.
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E o Lula tomando vaia em Porto Alegre, no
Fórum. A vida é mesmo engraçada.
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Enfurnado em roteiros, textos em geral, campanhas, letras de música, temas novos, limpeza da casa. Pancadaria. Quebradêra é isso aí.
postado por: FLÁVIO JACOBSEN 4:52 PM
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Sexta-feira, Janeiro 21, 2005
Scream & Yell na vila de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais
O
Leonardo Vinhas, jornalista da
Scream & Yell está em Curitiba. E ninguém menos que
Rubens K está ciceroneando o cara. Leonardo pirou na cidade. Bem, quem é do rock ou mexe com algo parecido não poderia vir a lugar mais fudidaço que aqui. E acompanhado do Rubão, óbvio que os índices de loucura aumentam consideravelmente.
Na boa, sem ufanismos. Curitiba não é uma lenda. É foda mesmo. E o cara é o maior gente boa, conhece tudo de rock. Trocamos altas idéias lá no
Chinasky Bar, e depois lá em casa, lugares onde não por acaso quarta feira estava toda a nata da música local reunida. Ele quer vir morar aqui, já. Massa que ele é de Taubaté, uma cidade pra lá de agradável, no Vale do Paraíba-SP. Conversamos muito.
Hoje vamos levá-lo no
Chefatura, conferir a
Grande Garagem que Grava, com o
Bad Folks, e ele vai conhecer os sons que estão sendo feitos lá e conhecer o
Beijo AA Força de perto. E vou aproveitar pra gravar uns backups do
Gruvox novo, e jogar um na mão dele, em primeira mão. Como disse o Rubão: mais um paulista se rendeu ao rock mais criativo feito no Brasil hoje. Essa cidade é foda. Dá pra ir embora de um lugar desse? Dá. Um dia eu vou. Mas agora não.
postado por: FLÁVIO JACOBSEN 3:45 PM
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Terça-feira, Janeiro 18, 2005
Dos poetas mortos em uma longínqua Moscou
não se fazem mais artistas como antigamente
nem cartas de suicídio como a gente sente
Maiakóvski pode responder o quanto for a Iessênin
ele não responderia, não apenas por não estar mais entre nós
nem à disposição do camarada Lênin
- Me deixe em paz, Vladimir! - diria o poeta morto
- Deixe de ser gay, Serguei! - é o que responderia em resumo o poeta camarada, como um fantasma bêbado e meio torto
não vá pensar que fiz o que fiz
por nada ou por ninguém
ou pela sociedade proletária infeliz
afinal, quem tem classe não mata
nem ao próximo, nem a si mesmo
nem este vinho que bebi sem vintém
nem o chato ao lado que me desacata
nem você que sai andando por aí a esmo
isso não se faz
isso é como andar pra trás
a linha tênue que separa
o que é bom
do que é demais
postado por: FLÁVIO JACOBSEN 6:57 PM
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Terça-feira, Janeiro 11, 2005
Essa mulher...
Tudo muito estranho,
um vazio tremendo
Tardes de verão,
com o sol brilhando
e a vida me espremendo
Meu angu por ora desandando
Tudo isso, sob um céu
de passados sem tamanho
E você chegando, chegando
Um dia após outro
cada vez mais e mais perto
Fosse o cara aqui
um poeta mais esperto
E veria nisso tudo
menos perdas que ganhos
Conheço você mesmo
desde mil novecentos e quando?
postado por: FLÁVIO JACOBSEN 5:04 PM
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Sexta-feira, Janeiro 07, 2005
Enfim, 2005
Entrar o ano em um lugar como a Ilha das Peças foi genial. Tudo muito barato, da cerveja a R$3 às magníficas porções de camarão de R$5. Um barco meio caro para a travessia de Paranaguá até lá (R$30 por pessoa), pois era um barco extra fretado de emergência horas antes do Reveillon. Mas a volta foi grátis por conta da amizade que fizemos com os nativos lá. Bacana. Nem precisou armar a barraca, que logo de cara já nos ofereceram uma casa vazia. Perfeito.
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É duro ser insubstituível (modesto o cara, não?). Mal curti uns dias férias e já me chamaram ao escritório de volta. Uns textos e roteiros aí. Mas eu tava de saco cheio de ficar parado mesmo. Férias sem grana servem pra quê?
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Porra, encontrei o Jota Eme e li no blog do Marião Bortolotto que o filme do Bukowski foi o maior sucesso em São Paulo. Taí, coisa de cinema. É nóis na telona. Dia que o Jota tomou todas e barbarizou bonito na terra da garoa, com dirieto a sair com o corpo pra fora do teto solar de um carro, a cem por hora em plena avenida Paulista. Tá louco. E o Jota tá convidando o Gruvox pra tocar no lançamento em Floripa, no CIC (Centro Integrado de Cultura - Beira-mar Norte), sem data acertada até o presente. Claro que vamos. Esse verão promete muito ainda.
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Agora, fazer uma sonzeira com a banda. Só músicas novas. Mas, pensando bem, segunda eu resolvo.
postado por: FLÁVIO JACOBSEN 6:02 PM
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