insônia, depressão, música, literatura,
crônicas de alcoolismo e declarações de amor
Sexta-feira, Julho 30, 2004
Descansar...
Enfim, um sábado de folga real (forçada, mas real). Vou levar o
Celso Brown na Baixada. É níver do negão. Depois, bebedeira, no bar da Andréia. E domingo, é níver do
Pipo Também. Parabéns a todos. Cambada de sem-vergonha!
postado por: FLÁVIO JACOBSEN 5:08 PM
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Essa é boa:
Está explicado o motivo da saída tempestuosa de Marcelinho Carioca do futebol árabe, onde defendeu o Al Nasr, em 2003.
Eis que ele se meteu numa confusão dos diabos ao entrar, de burca (aquela roupa que cobre o corpo da cabeça aos pés), num shopping center reservado apenas às mulheres, razão pela qual, nele, elas andam mais à vontade. Descoberto pela segurança do estabelecimento, só a influência dos cartolas árabes o livrou de responder pela gracinha, que, no limite, poderia levá-lo, até, a ser decapitado em praça pública. Mas o jogador chegou a ser algemado e transportado no chão de um furgão até a embaixada brasileira, em Riad, com ordem para deixar a Arábia Saudita em 72 horas.
Nem mesmo os US$ 500 mil (US$ 100 mil por jogo ¿ jogou quatro vezes ¿ e US$ 50 mil por gol ¿ marcou dois) que lhe deviam queriam pagar, o que acabou acontecendo depois de muita negociação.
postado por: FLÁVIO JACOBSEN 9:42 AM
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Quinta-feira, Julho 29, 2004
O grande Maionese
Alexandre Zraik (1969-2004)
Transcrevo aqui o que o meu amigo Pipo Barbieri me mandou esta manhã. O Pipo é coxa-branca, e acho que uma das coisas que o grande atleticano Alexandre Zraik representou é algo que extrapola os limites do futebol e do jornalismo. É um exemplo de tolerância e respeito ao próximo, à liberdade de expressão. Em tempos de guerra e tantas outras coisas, fica a lição deste grande cara, que eu também tive o imenso prazer de conhecer, desde os tempos de arquibancada, na curva de fundos da minha antiga e querida Baixadinha. Vai-se um grande homem. Um jornalista de verdade. Podem crer.
Pipo:
"A dignidade, o caráter, lutar pelo que se acredita e não pelo que os outros acreditam, ser sincero e verdadeiro, ser fiel e amigo. São esses os valores que esse cara nos deixou. Me sinto um privilegiado por ter conhecido uma pessoa desta magnitude, acreditem: além de conviver com ele nos tempos em que eu fazia rádio, eu já o conhecia ha mais de 10 anos. Passo a vcs o ultimo contato que tive com ele, abaixo ele deixa bem claro o tipo de homem que era. "
Mensagem do Pipo ao Alexandre:
"Bom dia Maionese,
Parabéns pelo seu trabalho, vc esta fazendo muita falta na crônica esportiva, pois lhe considero uma das raríssimas cabeças pensantes do meio. Gostaria de saber o porquê da sua ausência, já que não tenho tido respostas sobre a sua saída por parte do "Tribuna nos esportes". Abraço do admirador e amigo.
Barbieri Brito"
Resposta do Ale:
"Olha Barbieri, fui atropelado. Pela forma como analiso o governo Requião no Jornal do Estado, fui demitido da tevê. Pior é que o Palácio baixou uma ordem no mercado que segundo a qual quem me abrir espaço perde a verba oficial. E os bananas obedecem. Já tentaram me contratar para trabalhar na agência de notícias do governo, em veículos de aliados, isso e aquilo. Estão tentando me cooptar ou me fazer baixar a cabeça. Só baixo a cabeça para quem eu respeito e essa gente eu desprezo. Pode levar o tempo que for, mas tenha certeza que não vou mudar minhas opiniões, minha maneira de ser e de me expressar. Obrigado pelas palavras, um abraço.
Alexandre"
Vai com Deus, meu chapa. Estou arrasado, mas vou superar.
postado por: FLÁVIO JACOBSEN 2:24 PM
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Terça-feira, Julho 27, 2004
ressaca... ressaca... ressaca...
postado por: FLÁVIO JACOBSEN 3:29 PM
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Segunda-feira, Julho 26, 2004
Hááááááááááá Campeón!
Soy loco por ti, América, yo voy traer una mujer playera
Que su nombre sea Marti, que su nombre sea Marti
Soy loco por ti de amores tenga como colores la espuma blanca deLatinoamérica
Y el cielo como bandera, y el cielo como bandera
Soy loco por ti, América, soy loco por ti de amores
Sorriso de quase nuvem, os rios, canções, o medo
O corpo cheio de estrelas, o corpo cheio de estrelas
Como se chama a amante desse país sem nome, esse tango, esserancho,
Esse povo, dizei-me, arde o fogo de conhecê-la, o fogo deconhecê-la
Soy loco por ti, América, soy loco por ti de amores
El nombre del hombre muerto ya no se puede decirlo, quién sabe?
Antes que o dia arrebente, antes que o dia arrebente
El nombre del hombre muerto antes que a definitiva noite seespalhe em Latinoamérica
El nombre del hombre es pueblo, el nombre del hombre es pueblo
Soy loco por ti, América, soy loco por ti de amores
Espero a manhã que cante, el nombre del hombre muerto
Não sejam palavras tristes, soy loco por ti de amores
Um poema ainda existe com palmeiras, com trincheiras, canções deguerra
Quem sabe canções do mar, ai, hasta te comover, ai, hasta tecomover
Soy loco por ti, América, soy loco por ti de amores
Estou aqui de passagem, sei que adiante um dia vou morrer
De susto, de bala ou vício, de susto, de bala ou vício
Num precipício de luzes entre saudades, soluços, eu vou morrer debruços
Nnos braços, nos olhos, nos braços de uma mulher, nos braços deuma mulher
Mais apaixonado ainda dentro dos braços da camponesa,guerrilheira
Manequim, ai de mim, nos braços de quem me queira, nos braços dequem me queira
Soy loco por ti, América, soy loco por ti de amores
E TEM OUTRA: MACACO É TUA MÃE, HIJO DE LA PUTANA.
postado por: FLÁVIO JACOBSEN 8:29 AM
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Sexta-feira, Julho 23, 2004
Rock de Inverno 5
Saiu a bagaça. Eu queria muito tocar este ano, lançando o mini CD que tá gravado, visto que ano passado a gente tava escalado mas aconteceu aquelas merdas todas. A princípio fiquei bastante decepcionado, mas entendo a postura do Ivan e da Adri, não tem como escalar todas as bandas da última edição sem que alguma se sinta prejudicada em detrimento da outra. Algumas daquelas bandas nem existem mais e são apenas dois dias este ano. Melhor assim. Tomara que dê tudo certo. É um dos melhores festivais do país, e agora com uma casa decente e um apoio consistente, é golaço na certa. Eles merecem. A gente vai tocar outra hora, por dia desses aí, e com P.A. decente e tudo, sem problemas.
postado por: FLÁVIO JACOBSEN 4:31 PM
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Quarta-feira, Julho 21, 2004
Nos trilhos do atraso
Impressionante essa do trem que descarrilou na serra. Em 120 anos, nunca aconteceu nada grave. Foi só privatizarem o negócio, sem nem perguntarem a ninguém o que a gente acha, e essa porra da ALL além de aumentar os preços de passagens, etc, de deixar ao léu todo casario histórico à beira da ferrovia (um crime!), ainda acontece dessas. Canalhas! Toda vez que penso em trem, encontro o motivo real desse país ser um atraso. Lembro de quando viajava pelo interior do Paraná e São Paulo, desde Santos, de trem. Tinha até leito. Daí os caras simplesmente acabam com tudo. Uma vergonha.
postado por: FLÁVIO JACOBSEN 6:08 PM
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Segunda-feira, Julho 19, 2004
brrrrrrr!!!
Frio do cacete. Tá louco. Uma coisa atrás da outra pra resolver. Caralho. E os caras que estupraram meu computador ainda tiveram a manha de trocar minha placa de som por uma que não funciona, e meu modem por um que não funciona. Vou lá quebrar tudo hoje. O que querem estes picaretas que me perseguem? Eu faço tudo certo e não engano ninguém. Porra. Ainda bem que não tenho metralhadora. Ia ser um estrago.
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Dá até medo de comprar um carro. Se com produtos eletro-eletrônicos em geral eu já me dou mal assim, imagina com um troço que cada conserto custa uma pequena fortuna? Ao menos minha família é repleta de mecânicos. Sei não. Melhor manter a família unida.
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O Atlético trocou seis por meia dúzia. Não dá pra confiar nestes caras. Cambada. Vai dizer que foi o Levir o culpado? Eu não vejo ele jogando, desde os tempos do Colorado (não me falem em colorado!).
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Alguém conhece algum ritual mais chato, constrangedor e com jeito de sem-sentido do que uma sessão de fotos de uma banda de rock and roll? Pior que isso, só videoclipe com a banda fingindo que tá tocando. Isso eu não faço. Putz, que desconforto. Sei que é necessário, mas é um saco. Muito, mas muito chato.
postado por: FLÁVIO JACOBSEN 5:36 PM
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Quinta-feira, Julho 15, 2004
Feitôôôô
Os caras mataram. Tudo conforme o combinado, do jeito que eu gosto. Segunda, baterias e baixos. Terça, guitarras. Quarta, vozes. Segunda que vem agora eles vão mixar. Vou lá dar uma conferida só no resultado. Até o fim da semana que vem tá pronto. Duas músicas para um single e para o álbum que vem aí.
Grande Ferreira, imenso Rodrigão, valeu. O melhor de tudo no fim das contas foi isso. Gravar no estúdio dos caras que mais me influenciaram e inspiraram na música, e que graças aos bons deuses são também meus chegados. E teve ainda as presenças do Walmor (o melhor guitarrista do mundo!), que ficava batendo uma viola lá na churrasqueira, com a gente que tava na espera da vez pra entrar e arrebentar no estúdio. E o Renatão, bebaço com suas polkas loucas. E o Edson Vulcanis (o Aranha), e o Magoo, e o Barriga.
Foi um bom humor só, o tempo inteiro, muitas histórias. Uma das coisas engraçadas que rolou é que, depois de o Jahir matar as guitarras dele em 2 horas e pouco, entrei pra fazer as minhas. Afinei e tal. Mas já era 10 e meia da noite. Pensei: quanto deu o jogo? O Barriga chegou e falou que o Atlético devia ter ganhado, que ele passou lá perto da Baixada e sentiu o clima. Falei, sei não, como é que é, quanto foi? O Jahir pula pra dentro da sala de gravação, abrindo a porta e diz: Flávio, o Atlético ganhou! Porra, só alegria, matei minhas guitarras em 40 minutos, mais ou menos (Ivan, tua guitarra falou pra caralho, ela sempre vai ter a tua marca, e como diria o Marião: mó orgulho, o meu).
Saí todo feliz lá de dentro e o Jahir: Flavião, na verdade eu não sei se o Atlético ganhou, falei só pra você ficar feliz e matar a pau. Porra, eu queria matar o Jahir, daí. E a galera no maior sarro. Mas, ao primeiro radinho de pilha, 6X0!!! Pode haver mais alegria?
Decidimos que o álbum vai ser todo feito lá. Com um clima e um astral desses, ficou fácil para o pequeno notável Rodriguinho (que está tocando e também produzindo), o mestre Alberto e a lenda viva Jahir, e para o humilde bardo que vos escreve. Estou orgulhoso de vocês, moçada. Como diria aquele locutor gaúcho: feitôôôô.
postado por: FLÁVIO JACOBSEN 3:37 PM
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Segunda-feira, Julho 12, 2004
É hoje. Fones nos ouvidos e pau na mula. Peço o axé dos espíritos do rock e de todos os meus amigos de verdade. Ave. Salve Salve.
postado por: FLÁVIO JACOBSEN 4:52 PM
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Quinta-feira, Julho 08, 2004
Antes do Rephinaria tem este aqui, ó:
postado por: FLÁVIO JACOBSEN 4:02 PM
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Quarta-feira, Julho 07, 2004
oi
postado por: FLÁVIO JACOBSEN 4:22 PM
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Segunda-feira, Julho 05, 2004
Internacional, agora
A crônica de sexta que escrevi para o RubronegroNet, sobre o Pelé, com link aí ao lado, clicando sobre o distinto distintivo, foi publicada num site italiano, o
Portale Romanista. Quem diria? Meu primeiro texto internacional. Não consegui o link para o texto em italiano, visto que o site é bilingüe. Queria ver como fica. Legal.
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Felipão não achou grécia nenhuma domingo. Sem graça, eu sei.
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Chico Cardoso lança livro
Árvores de Curitiba, quinta, na Biblioteca Pública, às 18 horas. O Chico é um dos meus grandes amigos. Grande poeta e prosador de primeira. Vou lá, com certeza.
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Tem muita gente que ainda acha que um redator não faz nada. Devido a esta impressão, que causo aos digníssimos proprietários do escritório de propaganda do qual sou contratado, com link aí ao lado, agora estou tendo que escrever uma espécie de diário sobre as coisas que estou fazendo no trabalho. Uma bobagem, mas dá a exata sensação de que um redator não fica horas sem fazer nada. Fiquei até aliviado, pois eu mesmo cheguei a pensar em dado momento que realmente eu não fazia nada.
Mas, afinal, que culpa tenho se minha profissão é pensar, e depois escrever sobre o que pensei? Na verdade, em agências que se prezem, é dada a uma dupla, normalmente um diretor de arte ou desenhista, e um redator (eu) a missão, mas.... aqui não funciona assim. E eles acham que estão certos, então, fazer o quê?
É ridículo, mas a primeira leva disso até que foi interessante, confiram meu dia até as 17 horas:
Dia 5 de julho:
13h47 - verifiquei com o Ale se ele havia colocado o título em folheto da Deter Limp. Ao que me foi dado negativa. Está em tratamento de fotos antes de partir para a criação de lay out.
13h48 - começo a pensar em um novo modelo de campanha para o dia dos Pais, do Frischmann¿s, dado que não obtive resposta do modelo apresentado até então. Dada a idéia para um texto, mantenho-me à espera de uma imagem.
15h00 - escrevi texto de introdução para proposta às associações (Ótica Visão). Adequando-o à proposta inicial, com contrato de convênio, pequeno histórico da ótica, etc. Passei ao Ale.
16h00 - idéia em mente. Título bem resolvido. Adequar ao rádio.
16h30 - nada para o rádio ainda...
16h43 - spot em curso, meio sem ritmo...
Francamente, caros leitores! Mas a vida às vezes pode mesmo ser considerada uma coisa besta. Principalmente quando se tem que lidar com besteiras.
postado por: FLÁVIO JACOBSEN 5:01 PM
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Sexta-feira, Julho 02, 2004
Ele foi o maior de todos. Ídolo.
Marlon Brando se tornou astro de Hollywood ao protagonizar e imortalizar papéis em filmes como "Uma Rua Chamada Pecado" (1951), "O Selvagem" (1954), "Sindicato de Ladrões" (1954) _pelo qual ganhou o 1º Oscar de melhor ator_, "O Poderoso Chefão" (1972) _seu 2º Oscar_, "O Último Tango de Paris" (1973) e "Apocalypse Now" (1979) _pelo qual chocou o mesmo Oscar ao enviar uma índia Sioux para receber o prêmio de coadjuvante. Gênio.
Lembro de uma entrevista em que ele dizia que achava a profissão de ator algo fútil, e que queria apenas ter sido um bom pai. Hoje, de novo, eu chorei. Esse cara era fudido.
postado por: FLÁVIO JACOBSEN 2:01 PM
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