insônia, depressão, música, literatura,
crônicas de alcoolismo e declarações de amor
Quarta-feira, Março 31, 2004
1964, hoje
Há exatos 40 anos, éramos uma promessa em vias de realidade plena. Vanguarda no cinema (Glauber, Pereira dos Santos, Farias, Ruy Guerra, Anselmo Duarte, etc.); na literatura (poesia concreta); no teatro (arena); na educação (Darcy Ribeiro e Paulo Freire); na música (bossa nova); nos esportes (Pelé, Garrincha, Maria Esther Bueno, nosso basquete, etc.).
Ponta de lança de um novo mundo que se anunciava. Cuba à frente, sonhava-se a praxis marxista aplicada e vivenciada em uma plenitude morena. Nova. Nova em bossa, em atitude, em pensamento. Um drible de mané nas velhas teorias, no velho mundo. O povo no poder. Sonhava-se.
Minha mãe costumava dizer que: "puxa vida, éramos pobres, mas eu tinha lá meu quartinho, com poster do James Dean e do Elvis na porta do armário, em nossa casa no interior, de madeira, mas muito aconchegante. E fazíamos de tudo por cultura, esporte, ação de juventude. Eu presidia o grêmio do Castro Alves, em Cornélio. Estudávamos latim, francês, filosofia. Aprendíamos música e a escrever em letras góticas, muito elegantemente. A gente era pobre mas tinha um horizonte enorme, infinito pela frente, no frescor da nossa juventude. E teu pai era lindo e sonhador e tinha um programa na rádio local. Cosmopolita, veio de São Paulo pra trazer e tentar uma vida ao nosso rincão de terra roxa e fértil. Juntas, nossas mentes chegavam ao ufanismo de um Brasil gigante, simples, caipira com muito orgulho, mas jovem e promissor. Acreditávamos. Acho que o termo ACREDITAR era o mais correto quando lembro dessa época."
As lágrimas tomam minha face toda vez que lembro dessas palavras de minha mãe. Há exatos 40 anos os gorilas levaram tudo embora, parece. Sei lá que país seríamos. Só posso dizer do país que somos. A experiência foi outra, enfim. Fazer o quê? Are you experienced?
Hoje vou tomar uma pinga em memória de todos os filhos da puta que entregaram nossos sonhos, os sonhos de nossos pais, enquanto assisto um Brasil e Paraguai nada promissor. Se resta alguma coisa? Bem, estou aqui.
postado por: FLÁVIO JACOBSEN 2:26 PM
Comentários:
Segunda-feira, Março 29, 2004
36 anos na cara e sem grana para almoçar fora em plena segunda-feira num dia em que não posso ir até em casa cozinhar algum resto de comida que por ventura possa conter minha geladeira.
Não sou dado a períodos longos, especialmente logo de cara. Mas esta talvez venha a ser a primeira frase do livro que devo começar a escrever agora.
...
Estou relendo Dom Casmurro. Delícia. Essa coisa em primeira pessoa vezes me agrada, vezes me dá no saco, vezes me entretêm pura e simples. Vinda de mestres, só pode que me agrada.
...
Chegaram meus ingressos do CPF, sábado pela manhã. De tarde, o Teco apareceu com um fusca velho lá em casa, junto com o Jahir, para irmos ao estúdio. Pra quem não sabe, o Teco é irmão do Jahir e um velho fornecedor de carros da moçada. Só o Rodriguinho deve ter comprado uns três dele. Galaxies, polaras, opalões, ladas, brasílias, banheiras em geral. O Teco deve ter saído de algum road movie com passagem em Detroit, ou de algum ferro-velho. Quase troquei meus dois tickets na bagaça.
...
Enfim um frila para lavar a égua do ano inteiro. Pelo menos do semestre. Claro que não é só de texto, porque os caras acham que redator é supérfluo, ou quase. Isso aí. Escreva errado, sem ritmo, esqueça o estilo, jogue a concordância e todo resto no lixo e deixe teu produto ou serviço uma merda. Afinal, todo mundo escreve bem neste país, não é mesmo? Na verdade, trata-se de uma adaptação e precisa de um redator pra dar uns toques na coisa. E o trabalho principal vai para um desenhista, já que a linguagem é história em quadrinhos. Carlão, vou passar para a Artez com Z. Não estou afim de passar pra desenhista bunda-mole. Mas estou com preguiça de ligar pra você. Me liga. Dê-me a honra de atendê-lo. No escritório, por favor.
...
A cena com aquela idiota cantando aquela música horrível (We are the World) de forma totalmente estúpida, naquele programa imbecil cheio de gente trancada numa casa, me deu náuseas. Foi sinceramente a coisa mais bestificante, ou bestificada, que já vi na tevê em todos os tempos. Se George Orwell soubesse que iam dar o nome de um personagem seu a um programa tão ignorante, ele teria desistido, igualzinho ao seu protagonista em Moinhos de Vento, outro livro. Se eu estava assistindo? Não. Estava lendo. E a tevê estava ligada. Ah, tá!
...
Hoje é dia do milagre da multiplicação das beras, no Roxinho. Cada uma vale duas. Alguém paga?
postado por: FLÁVIO JACOBSEN 1:13 PM
Comentários:
Sexta-feira, Março 26, 2004
80 anos de sangue, suor e lágrimas
Parabéns a toda nação rubro-negra da Baixada. Como homenagem, vou fazer uma dobradinha, já que ontem foi aniversário de meu grande amigo
Carlos Alberto Lins, que além de parceiro musical e baixista da minha banda, é neto de
Zinder Lins, autor da letra do hino do nosso querido Furacão. Ó caros amigos de todas as facções, pode haver escriba mais feliz que eu num momento da vida como este?
Dá-lhe, Alberto! Vovô deve estar orgulhoso agora. O texto é do
furacao.com . Por sinal, recomendo uma visita. Tá bem legal a página em comemoração aos 80 anos do Atlético.
Zinder
Atlético, Atlético! Conhecemos teu valor. E a camisa rubro-negra, só se veste por amor. A frase do hino que impulsiona e emociona os torcedores do Atlético foi obra do meia-esquerda Zinder Nascimento Lins. Certamente, quando escrever esses versos aos 20 anos, Zinder tomou como base seu próprio sentimento de paixão e orgulho pelo manto sagrado atleticano.
Filho de militar, Zinder peregrinou pelo Sul do Brasil na infância. No início dos anos 20, começou a jogar futebol no Colégio dos Padres Jesuítas de Florianópolis. Mas como seu pai sempre vinha a Curitiba, tomou como hábito vir jogar, sem compromisso, no time juvenil do Atlético. Foi quando começou a relação de amor com o clube da Baixada.
Não demorou para Zinder descobrir sua vocação e talento para o esporte. Começou a carreira no Caxias, de Joinville. Em 1929, aos 19 anos, decidiu jogar em Curitiba, obviamente no Atlético. Logo em sua primeira temporada, ajudou o clube a conquistar o título de campeão paranaense invicto. Neste ano, o poderio ofensivo do time chamou atenção de todos, formado pelos competentes Levoratto, Marreco, Urbino, Zinder, Maranhão, Ary e Denizart. No ano seguinte, mais uma brilhante participação no Paranaense, com a conquista do bicampeonato invicto.
Foi durante as comemorações do bicampeonato de 29/30 que Zinder Lins decidiu homenagear o Atlético de uma maneira especial. Naquela época, era comum criarem-se versos para comemorar as principais vitórias e títulos, mas o diferencial de Zinder foi que ele compôs uma letra que servia para todas as vitórias da equipe, que poderia se tornar eterna. Ao invés de enaltecer apenas aquela conquista, ele optou por homenagear o próprio Atlético. Assim, ao som do tango, ritmo popular na época, Zinder compôs a primeira versão do hino oficial atleticano, já com o famoso refrão e a camisa rubro-negra, só se veste por amor!
Zinder ainda levantaria outras três vezes a taça de campeão pelo Atlético: foi peça importante do time nas conquistas dos Paranaenses de 1934 e 1936. Em 1939, ao lado de Caju, Cecatto, Naná e outros, formou o Atlético Extra, campeão da terceira divisão do Paranaense.
Dentro de campo, Zinder tinha como armas a técnica, o bom drible, a agilidade, visão de jogo e, principalmente, a sina de artilheiro. Fora, externava sua vocação de atleticano e sempre fazia questão de ser amigo de todos os que se uniam em prol das cores rubro-negras.
A partir de 1937, passou a dividir o dia-a-dia no clube com o trabalho de funcionário de rendas do governo. Como não podia treinar, passou à condição de reserva. Decidiu encerrar a carreira dois anos depois, dedicando-se exclusivamente ao serviço público.
Apesar de não mais jogar pelo Atlético, Zinder continuou acompanhando as coisas do clube de perto. Entre 54 e 55, aceitou o desafio de ser o treinador atleticano. Mas a sua arte era outra. Profundo conhecedor da história do Atlético e do futebol paranaense, Zinder teve como uma espécie de obsessão resgatar a história do clube, ajudando o historiador Heriberto Ivan Machado nas pesquisas para o livro Atlético, a paixão de um povo. Não chegou a ver seu sonho publicado, falecendo em 1990 ¿ o livro foi lançado nas comemorações dos 70 anos do clube, em 1994.
Porém, seu legado era outro. Muito mais do que gols, belas jogadas e títulos, Zinder deixou uma herança ainda mais preciosa aos torcedores atleticanos. Herança, aliás, que foi transmitida de modo oficial. Ele doou seus direitos autorais sobre o hino para o clube, fato inédito entre os grandes clubes brasileiros. Ao compor, ao lado de Genésio Ramalho, a letra do hino mais bonito do Brasil, deixou o seu recado a todos os outros que passaram a vestir o manto sagrado atleticano: a certeza de que, dali para frente, a camisa rubro-negra, só se vestiria por muito amor.
postado por: FLÁVIO JACOBSEN 2:32 PM
Comentários:
Terça-feira, Março 23, 2004
Terçafeiril
Vagabunda esta terça-feira. Tá louco. Ontem, segunda, dia de profissionais, rolou um encontro hiper responsa. Flavinho, Gustavão, Juliano, e o escriba aqui, mais uns malas. Até as 20 horas, no Roxinho, cada duas Antarcticas vale mais uma. Pedimos algo como duas de cada vez, que traduziram-se em quatro, óbvio. Faltava cinco pras oito, enchemos a mesa de garrafas. Cheguei em casa às 22h30 bem nas alturas. O milagre da multiplicação das béras.
...
Emprestei um dvd do Márcio pra assistir em casa. Gilberto Gil. Gosto de ver o ministro ao vivo. Alto astral. Não adianta encher o saco, a energia dele é boa no palco. Arturzão Maia no baixo, sem comentários. Devia tocar aqueles Bob Marleys no original, sem essa mania de versão para o português. Isso é uma bosta.
...
Porra, ouvir rádio tá cada vez pior. Acho legal que estão tocando muitas bandas daqui, ao menos. Mas na Transamérica rolou já umas cinco vezes uma banda de merda que tem um cara com a voz do Edson Cordeiro. A primeira vez, eu até gostei. Mas, porra, cinco vezes. E são apenas cinco e pouco ainda. Não dá.
Não agüento muito tempo a 96, gosto da Transa Light (95.3), mas enjoa. Sei, pago meus impostos e tenho direito, mas não ouço mais a Educativa por uma questão de higiene.
...
Da série morreu e esqueceu de deitar: Rita Lee, a insuperável. Quanta música merda. Deus do céu.
postado por: FLÁVIO JACOBSEN 5:21 PM
Comentários:
Segunda-feira, Março 22, 2004
Segundafeiril
O churras no Juliano tava desanimado que só, pouca gente. Depois do ensaio eu e o Alberto baixamos lá. Só tinha o Saul (bêbado), a Marili (super bêbada), o dono da casa (bêbado) e a Ana (muito bêbada). Acertou a mão na costela o velho, mas eu estava sem fome devido às latinhas que tomamos lá no Bhorel (onde ensaiamos) e uma substância que tira a fome, a qual acabei consumindo também, depois do ensaio. Olhava pra costela e nada. Pena. Fica pra próxima. Detalhe: também fiquei bêbado.
...
Tesão o estúdio do Bhorel e do Dimitri. Espaçoso, barzinho com amplo balcão, duas salas super bem equipadas. R$8 a hora, na sala B, onde tocamos. R$10 na sala principal. Ótimo. Grande, Bhorel.
...
Porra, trintão na Baixada não dá. Vou ser obrigado a parar de ir, no Brasileirão. Mas essa galera aí chiando não são os mesmos que lambiam o saco do Petraglia e achavam ele um deus? Eu avisei, não avisei? Se querem saber o que eu acho, leiam minha coluna de sábado no rubronegronet. Link aí ao lado. Deu polêmica, contra e a favor, mas é isso que eu acho e fodam-se. E vem aí o Londrina, o Tubarão do nosso amigo Mário Bortolotto. Segundo ele, o time anda o maior lambari, mas é bom tomar cuidado.
...
Sonzeira rolando. Aguardem. Cheguei a uma conclusão que eu já sabia: o Rodriguinho é o melhor baterista do mundo. Tá, então tá bom, ele é o pior baterista do mundo, mas não tem nenhum melhor que ele. O cara toca pra caralho. Dá uma segurança fudida pra quem tá com ele. Genial.
...
E os ingressos para o Pixies acabaram em 15 minutos dessa vez. Eu avisei. Se quiserem, só com o Carlão, que pegou 10. Se tiver ágio, é coisa dele. O Linari garantiu o dele e vem aí visitar. Já vi tudo.
postado por: FLÁVIO JACOBSEN 5:35 PM
Comentários:
Sexta-feira, Março 19, 2004
Peter's Paradise Pub
As paredes eram brancas demais. Bar estranho, mas agradável. Brito encontra na mesa da esquerda, não podia ser diferente, o Freitas lendo sua folha. Não é que o desgraçado do Lula tá dando um jeito estranho na pindorama toda?
- Daí? Como vai? Tá aqui faz tempo né, Freitas?
- Certo, Brito! Pedro, traz uma pro rapaz que acabou de chegar. Estou há nove anos já. Não tem muito o que fazer aqui. Cuidado com a claridade. Quer um chapéu?
- Sem problemas, tenho estes óculos. Sixties, não?
- São bons esses aí. Eu tinha um igual. Usei na lua-de-mel em Brasília, em 1966.
- Anos difíceis aqueles, Freitas. Brasília... Conheci um cara que era de Curitiba e foi pra lá. O Ary Pára-raios, lembra?
- Não é do meu tempo. Nos sessenta eu estava em Santos, com filho pequeno. Mas já peguei cana no AI-5, que nem você. O Ary, esse cara, passou por aqui dia desses, com um violão e uma maquiagem estranha na cara. Foi pra rua. Diz que lá é melhor. Como vai a vida lá embaixo?
- Putz, tá do jeito que você tá lendo aí. Estourou uns troços, umas picaretagens, mas o homem dos nove dedos lá tá segurando.
- Você era advogado, né? Eu também. Mas só de formação. Nunca exerci. Como deixaram você entrar?
- Que é isso, Freitas! Sou desses, não. Optei por trabalhos menores, mais dignos. Inclusive já livrei muito a barra dos amigos dos fedelhos lá em baixo. Sabe como os caras são, né?
- Sei. Eles são como aqueles loucos lá, o Leminski, que já azucrinou por aqui, mas preferiu ainda tomar umas saideiras no bar de baixo, que é mais escuro. Diz que volta. E levou o Lápis junto. Esses caras você conhece, né?
- Todos eles. Já tomamos muitas. Lá no Artur, lembra?.
- Claro! Eu também, principalmente com o bigode polaco. Nem te conto! Como é que estão os vagabundos, nossos piás, lá?
- Putz, daquele jeito. O meu tá formado e tal. Não se apruma. O teu tá daquele jeito, escrevendo e fazendo música.
- Não se apruma também (risos)... É. Isso eu sei. São uns bostas mesmo. E tua menina? A minha se formou em economia e é gerente do banco Real.
- Bom, a minha também, e trabalha no HSBC. E estuda Direito.
- Sempre botei mais fé nelas do que nos caras. Mas eles seguram a bronca. Homem é assim mesmo. Importante é o que a gente deixou.
- É... Mas... o que a gente deixou, mesmo? Pô, Freitas. Tu era o maior fudido, cara.
- O que a gente deixou eles sabem. Tem coisa que não se compra, e não se vende. Você sabe muito bem o que é.
- Tá certo. Toma cerveja, Freitas?
- Tomo não. Sou mais de pinga. Mas pede uma pro Pedro lá. Deixa que essa eu te pago.
- Então tá bom, te acompanho na pinga também. Empresta a folha de esportes que quero ver como vai o coxa. Sabia que vai ter minuto de silêncio pra mim domingo?
- Verdade? Bem, dizem que o time tava pela hora da morte, mesmo...
- Que é isso, rapaz? Quero ver o Atlético na final...
- Sei lá. Meu time é o Jabaquara. Quarta divisão do Paulistão, time do Plínio Marcos, outro louco que anda pela área aqui....
A conversa segue animada. Enquanto isso, nas mesas da direita, general Vicente Brito e coronel Adrião Andrade de Freitas azucrinam um tal Jânio, que adormece de porre na mesa, após a terceira garrafa de uísque. Eles não se conformam até hoje.
...
*
o encontro travado acima pode nunca ter acontecido, aqui na terra, mas deve ter ocorrido na noite de ontem, entre meu pai e o pai do Pipo, no bar do Pedro, um local improvável. Tem gente que não conheci e me parece familiar há muito. Estranho isso.
postado por: FLÁVIO JACOBSEN 5:31 PM
Comentários:
Quarta-feira, Março 17, 2004
Tava escrevendo ontem de tarde, meio que coisas minhas, dando uma geral em textinhos aqui e acolá, quando fico sabendo que um cara invadiu o senado e ameaçou se matar. Lá dentro. Loucura. E quem teve que intervir foi o Sarneyzão velho de guerra em pessoa. Tá louco. Após demovê-lo, dizem que levou cinqüentão de preza do velhinho. Reza a lenda que um empreguinho também. Hum... interessante. É coisa de 60 senadores, não? R$50 X 60 = sei lá. Alguém sabe quanto custa uma passagem para o planalto central?
...
Esgotou a primeira leva de dois mil ingressos para o CPF. Eu sabia. A garota da organização me ligou mui presteza e gentilezas, sobre procedimentos quanto a forma de pagamento e tais. Perguntei a ela por que não fizeram na Pedreira. Ela disse que não quiseram arriscar, pois o patrocínio era curto e não sabiam se ia dar público. Pô, em quatro horas esgotaram 2 mil ingressos (R$100 cada, para os dois dias). Imagina se eles botam 20 mil pra vender, um pouco mais barato. Tem gente que mesmo cheia da grana não tem a menor visão. Tss, tss...
...
Adriano volta domingo, contra o União. Seguinte: abri a banca de apostas aqui. Meia dúzia de geladas (garrafa 600 ml) é o lance inicial. Seremos campeões. Ponto final. Não me venham com caixinhas de surpresa.
...
Mandei o primeiro e-mail para o Jahir ontem. Senhores, isso é realmente histórico. Não estou brincando. Para quem quiser contato, o endereço da velha é: jaireleuterio@yahoo.com.br . Ele não respondeu ainda. Fiz um som do caralho, preciso mostrar a alguém.
postado por: FLÁVIO JACOBSEN 5:06 PM
Comentários:
Terça-feira, Março 16, 2004
Na merda
Anda difícil. Grana, sempre grana. Essa falta de talento pra ganhar dinheiro me liqüida. Se todo mundo gosta do que eu escrevo, por que ninguém me paga pelos textos? Só este ano foram dois picaretas que deram calote. Uma tradução e uma criação pra um produto idiota. Dá vontade de ir com uma arma no encalço dos caras. Mas sou um péssimo cobrador também.
Agora, esse show do Pixies. Puta grana. Morri com R$228, porque somos dois, eu e a Ju, e só estão vendendo pela internet (daí tem taxa de entrega) e só vale se for o pacote para os dois dias do festival. Caralho, quando era moleque nunca fiz nenhuma loucura pra assistir porra nenhuma de banda. Nem os Stones, ninguém. Sem deslumbre. Ia se pudesse, acabou. Mas se eu perder o Pixies em Curitiba vou ficar com uma dor de consciência que não vai dar pra agüentar. Sem falar a Ju, que é realmente parte da geração influenciada pela banda. O que tem de Pixies lá em casa é disco dela.
Ano passado ela já teve a sorte de encontrar a Kim Deal no aeroporto, chegando no avião com a irmã dela. Daí ficaram as duas irmãs, a irmã da Kim e a irmã da Ju, bem engraçado. Mas era Breeders, agora é Pixies. Um ícone. Odeio ícones, mas acho que vai ser legal. Afinal, o que são R$228 para um casal descolado como nós, que não pega um único free lance de redação/revisão/tradução que fosse devidamente pago há coisa de quatro meses, já. Ora, bolas...
Nosso ateliê está parado, lá. Só com trabalhos pessoais, meus, e os de professora, dela. Sem falar que o computador quebrou de novo e vou morrer com mais uma grana. Grana, grana, grana. Merda.
Ei, você. Tá precisando de um texto aí? Então passa a grana antes. Melhor: ei, você! Você mesmo. Tem grana? Seguinte, sou escritor e isso é um assalto. Cala a boca. E não olha pra minha cara não.
No mais, até que tá tudo beleza.
postado por: FLÁVIO JACOBSEN 5:26 PM
Comentários:
Quinta-feira, Março 11, 2004
Dias insanos
Porra, sobrevivi a mais uma visita do Marião Bortolotto por aqui. Tá louco. Todo mundo ali bebe muito. Eu sou páreo duro em bebida. Pra me derrubar tem que ser coisa muita. Pancadaria. Acontece que daí juntou o Mário e o Ivan, mais o Rubens e o Marcelinho (com a Paula, que também é jogo duro), e eu e o Carlão. A Rosi, a Adri e a Patty são mais na boa, mas também enxugam. Caralho, muita conversa pra colocar em dia com o Ivan e com o Mário, principalmente. Até absinto rolou. Ainda estiquei um pouco com o Juliano e o Eddie, que apareceram no Gata Comeu (o bar) aos 45 do segundo, e me arrastaram até a padaria 24 horas ao lado de casa, onde fechei a noite. Estou imprestável ainda, dois dias depois. Tudo isso foi terça. Realmente, senhores. Não sou mais o mesmo.
...
Está pintando mais uma visita a Porto alegre, dia 22 de maio. Vou dar uma de roadie para o OAEOZ, num show com Deus e o Diabo. Essa é boa. OAEOZ, deus, o diabo, e eu. Já vi tudo.
postado por: FLÁVIO JACOBSEN 5:42 PM
Comentários:
Segunda-feira, Março 08, 2004
Dos textos, ausências e coisas
Não sei se devia, mas vou. Quero pedir aos milhares de admiradores e admiradoras deste insolente escriba, minhas desculpas pela ausência dos textos por aqui, mas procede.
...
Um monte de imbecil começou a entrar aqui por causa de uma lista de top ten desta porcaria de Blogger.com. Não agüentei e dei um tempo. Tá louco. Cuidado, o seu weblog pode ser o próximo. Cuide dos seus comments.
...
Meu computador quebrou. Mandei arrumar. Quebrou de novo. Arrumei meio por conta, com a ajuda do Gustavo Gaúcho, grande amigo. Agora, na reta final de uma produzida que estou dando aí, quebrou de novo. Lá vou eu rumo a dívidas e juros, etc. Isso, senhores, me estressa. Mesmo.
...
Sei que não parece, eu não tenho cara. Mas ando trabalhando pra caralho. Cheio de textos no escritório. Questões financeiras acerca do projeto de lei de incentivo do disco que gravei com o Lique. Questões estas que estão uma porcaria de resolver, e que sinceramente eu não tenho o menor talento. É burocracia pura. Mas vou resolver. Não tem nada irregular não. Tão pensando o quê?
...
Falta de grana, pra variar, me assola novamente. Desesperado atrás de uns frilas, que como diz a Clarah: tem gente que pensa que free lance quer dizer lance grátis. É fogo, viu...
...
Tocando guitarra e cantando agora. Sabe que eu gostei? Vai demorar pra rolar ao vivo, em Curitiba. Não sou afim de tocar nestes muquifos da cidade a troco de nada, sem o menor respeito dos donos de bares e com a já tradicional indiferença do público (não o público presente, claro, que nunca foi indiferente, o problema é tocar pra meia dúzia de gatos pingados). Com a mídia não tenho problema, ainda. Se alguém perguntar por mim, diga sem medo de errar: o Flávio está trabalhando, ensaiando, escrevendo, muito. Quebradeira à vista, a prazo e a contento.
...
No mais, vamos falar a verdade. Esse troço de blog já encheu um pouco meu saco. Os únicos que gosto de entrar são os que têm textos e notícias legais de gente que estaria fazendo textos ou divulgando notícias legais mesmo sem este eficiente veículo cibernético.
...
Fui na Baixada ontem. Putz, será que não tem nada mais mesmo que deixe este pobre brasileiro danado um pouco mais contente? Ai, aquelas bolas altas na nossa área... Que coisa horrível! Já estou vendo tudo, viu...
...
Parte das minhas dívidas foram contraídas por causa de um aparelho de dvd que comprei. Pô, vale a pena. Estou me acabando de ver filmes e mais filmes que perdi na telona. Falar nisso, preciso ir ao cinema. Mas com esse calor, se pisar na calçada é boteco direto, muita sede. Tem gente que acha que eu saio direto. Eu não saio, assim pra ir em agito. Vou nos botequinhos das esquinas perto de casa, beber às vezes com o Rubens, às vezes com o Flavinho, com o Fabiano, e alguns outros amigos. É mais agradável beber ao ar livre. Agora, sair pra ir em agito, etc., nem a pau. E com o dvd, estou mais caseiro agora. Benza Deus!
...
Saudades de pintar lá no Carlão aos sábados. São findas as férias. Pena. Tava acostumado. Vamos ver se combinamos umas, quando não tiver trampo de som, o que vai ser difícil.
...
Quem quiser ler textos meus com mais freqüência, ando escrevendo semanalmente (aos sábados) num site da torcida do Furacão, com link aí ao lado, só clicar. É o único lugar onde ando publicando. Mas é um lance grátis...
postado por: FLÁVIO JACOBSEN 4:08 PM
Comentários:
Quarta-feira, Março 03, 2004
ok. voltei... agora que os chatos foram embora... não contem a ninguém... ok? já posto algo...
postado por: FLÁVIO JACOBSEN 4:58 PM
Comentários: