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Quebradêra F.C.

insônia, depressão, música, literatura, crônicas de alcoolismo e declarações de amor



Terça-feira, Fevereiro 17, 2004

Vão todos à merda. Weblog fora de circulação por tempo indeterminado. Talvez pra sempre.

nunca
com sentido
é
eterno

postado por: FLÁVIO JACOBSEN 6:07 PM Comentários:



Segunda-feira, Fevereiro 16, 2004

E a professora Helena nos deixou. Pô, isso aqui tá parecendo um obituário.

Maquinomem

O homem esposou a máquina
e gerou um híbrido estranho:
um cronômetro no peito
e um dínamo no crânio.
As hemácias de seu sangue
são redondos algarismos.


Crescem cactos estatísticos
em seus abstratos jardins.


Exato planejamento,
a vida do maquinomem.
Trepidam as engrenagens
no esforço das realizações.


Em seu íntimo ignorado,
há uma estranha prisioneira,
cujos gritos estremecem
a metálica estrutura;
há reflexos flamejantes
de uma luz imponderável
que perturbam a frieza
do blindado maquinomem.

Helena Kolody

postado por: FLÁVIO JACOBSEN 3:44 PM Comentários:



Sexta-feira, Fevereiro 13, 2004

Ary Pára-raios. Um artista multimídia dos anos de chumbo em Curitiba


Já ouvi falar muito dele. Nunca vi nenhum trabalho. Descobri sua real importância quando li O Bandido que Sabia latim, de Toninho Vaz, jornalista que escreveu esta biografia de Paulo Leminski. No livro, Toninho descreve um bocado da parca cena cultural e artística dos anos de 1960 em Curitiba, ambiente onde se criou e desenvolveu o poeta.

Desta cena, o grande destaque, para minha surpresa, no quesito vanguarda, era Ary Pára-raios. Não havia equivalente. Tentem imaginar o que era a cidade naquela época. Era uma pequena turma, algo como no máximo vinte malucos, coloridos e cabeludos, numa cidade cinza. Paquito (hoje no TUC), Silvio Back, Leminski, Toninho, Denise Stocklos, Carlos Gaertner, Ivo, Paulinho (ainda muito novos), Kraide, Alice, e alguns outros.

Ary era o cara mais antenado de sua geração. Realizava performances alucinadas, com luzes, no melhor estilo Velvet Underground, nos tempos da Factory do Andy Wahroll, pelos bares da cidade. Com a Denise e o Kraide, especialmente, inventou o teatro de vanguarda no Paraná. O que veio a ser A Chave, depois, a primeira banda de música própria da cidade, começou ali, num show da banda com a Denise, no Teatro de Bolso, com luz do Ary. Eles eram simplesmente muito avançados para aquele tempo, em Curitiba. Fico tentando imaginar como devia ser, pois muito pouco se guardou de tudo isso.

Ary agüentou o tranco até 1974, quando se mandou para Brasília, e lá ganhou fama e reconhecimento, constituindo família e partindo de vez para o teatro de rua, contestatório. Ele ajudou muitos grupos de rock em Brasília, muito antes do Legião, da Plebe, etc.

Ambientalista, jornalista, músico, ator, diretor, multimídia por excelência, em um tempo que não havia esta palavra. Acho que alguém deveria escrever sobre estes anos em Curitiba, antes que todos morram. Existe muito pouca coisa sobre o período, que vai de 1960 a 1975 (considero a publicação de Catatau, do Leminski, em 75, um marco divisor), por aí. Queria que alguns amigos jornalistas se inspirassem com este post e corressem atrás da Denise, da Alice, do Paquito, do Silvio Back, dos que estão vivos, para falar sobre estes anos de chumbo e loucura. Dá um livro interessante.

Em Brasília, Ary Pára-raios é muito respeitado. Leia aqui, sobre ele. Fica o meu singelo tributo ao pai da Tati.

postado por: FLÁVIO JACOBSEN 3:58 PM Comentários:



Quinta-feira, Fevereiro 12, 2004

Dou um doce para quem me disser quem é esse cara. Uma dica: ele é pai da minha grande amiga Tatiana de Oliveira. Faz um ano hoje que ele nos deixou. Outra: ele era o único cara, em 1968, em Curitiba, que sabia o que era Velvet Underground, e praticava coisas do gênero. Quem é? Adivinhem primeiro. Depois escrevo sobre ele.

postado por: FLÁVIO JACOBSEN 3:17 PM Comentários:



Notícias e devaneios em uma manhã de suave ressaca:

Parece que tem peixada no Carlão sábado, regado a Sabadá. Dúvida cruel e perguntar não ofende: quem vai pescar? Quem será a isca? Quem vai fazer esta porra?

...

O Lique me entregou as matrizes do disco que cometemos. Projeto Phala. Poesia para DJs. Intervenções eletrônicas, ruídos, sons, barulheira, guitarras, teclados, linhas de baixo, grooves, sobre poemas que cometi. Putz, eu não paro de fazer merda.

...

Frase: Se o horário oficial do Brasil é o de Brasília, por que todos os brasileiros têm que trabalhar segunda e sexta?

...

Ouvi dizer que o Terminal Guadalupe (a banda, não a estação de ônibus) vai se mudar de cidade. Astorga é a mais provável opção no mapa. É o Dary Júnior contribuindo para a limpeza pública, mandando Rubens K e Fabatera para longe do convívio social de nossa pacata Vila de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais. Vou sentir saudades do Rubão, meu brother.

...

Rodriguinho (o jogador, não o baterista) foi dispensado pelo Atlético. O estopim foi o acidente de carro na madrugada de segunda feira, bebaço. Se eu soubesse que um acidente de carro resolveria este problema, tinha pedido pra alguém dar no carro dele há mais tempo. Bem, pelo menos ele bebe...

...

Carlos Alberto Lins me ligou e estamos para marcar um ensaio amistoso, assim meio café-com-leite, do Gruvox, segunda. Teremos ainda a presença do Rodriguinho (o baterista, não o jogador) e do velho Jahir. Vai começar o inferno de novo. É rock pesado. Depois do carnaval, botamos o bloco na rua. O Alberto está tocando todos os dias no litoral, e está que é puro groove. Não vejo a hora. E agora vou tocar guitarra também. Me agüentem. Vou ficar rico vendendo tapa-ouvidos.

...

O Jahir descolou um computador. E com internet! Milagre! Finalmente! Prova de que os dinossauros também amam.

...

Ontem cruzei o Alexandre Ferreira (o Ale Óculos), a maior autoridade em samba deste imenso país, e tomamos umas no Roxinho. Ele me contou que voltou a trabalhar como redator, em uma agência de propaganda. Bom, assim mais cervejas virão. Voltou pro reduto o velho Ale, que breve soltará mais um programa de samba no rádio. Quem viver, ouvirá.

...

Como fui parar no top 10 dos melhores weblogs do Brasil não sei. Mas alguém vai pagar por isso.

postado por: FLÁVIO JACOBSEN 11:32 AM Comentários:



Quarta-feira, Fevereiro 11, 2004

Genial, saiu a grande revista feminina:

postado por: FLÁVIO JACOBSEN 2:24 PM Comentários:



Domingo, Fevereiro 08, 2004

Suzi Quatro:

postado por: FLÁVIO JACOBSEN 6:37 PM Comentários:



Sexta-feira, Fevereiro 06, 2004

Ei, esta Mulher mudou minha vida, aos 5 anos de idade:



Depois, lembrava dela quando via a Suzi Quatro, ou vice versa

postado por: FLÁVIO JACOBSEN 4:58 PM Comentários:



Segunda-feira, Fevereiro 02, 2004

E o professor Linari foi do jeito que chegou. Isso não é demais? Olha só:


postado por: FLÁVIO JACOBSEN 2:47 PM Comentários:




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