insônia, depressão, música, literatura,
crônicas de alcoolismo e declarações de amor
Quinta-feira, Julho 03, 2008
Notas de como vão as coisas
Ando ouvindo
Lívia e os Piá de Prédio. Sem parar. É tosco e genial. Perfeito. Eles vão estar no
92 dia
10 de julho, quinta agora. Imperdível.
...
Dia
25 de setembro,
Gruvox toca no
Tuc. Lançamento de nosso disco novo. Enfim, tudo de bom.
...
O
Fluminense se fodeu. Achei uma pena. Mas, seguinte: voltem pra segundona e voltem na bola agora. Daí sim vou respeitar o clube por completo. Simpático o time do bairro carioca das
Laranjeiras, onde fui tão bem tratado que quase me tornei um tricolor honorário. Já o meu time continua uma bosta e prefiro nem comentar.
...
Escrevendo, editando, selecionando coisas pra publicar e trabalhando bastante, o que não quer dizer muito. A vida segue. Tá tudo certo.
postado por: FLÁVIO JACOBSEN 3:19 PM
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Quinta-feira, Junho 26, 2008
O brother Marcelo Montenegro dá o recado. Acho que não precisa dizer mais nada:
Eu, o Mário Bortolotto e o Thales – figuraça e grande ator do grupo Armazém – passamos uma madrugada bebendo, conversando e jogando sinuca no bar do Jota em Londrina durante nossa estada no FILO. Tinha uma TV pequena num desses suportes de parede sintonizada numa luta, sei lá, de jiu-jítsu. O Thales comentou indignado que tinha assistido a uma matéria uns dias antes sobre moleques de 3, 4 anos em escolinhas de vale-tudo, competições com pais e mães orgulhosos na platéia torcendo, vibrando, filmando, batendo fotos. Contei de um aniversário de criança que fui certa vez bem na época do estouro do axé, essas merdas, com menininhas de 3, 4 anos dançando na boquinha da garrafa. Alguém botou um casco de cerveja no meio do quintal, a mesma história: mães fotografando, incentivando, “olha que gracinha”. Na Rolling Stone desse mês um dos caras do NX-Zero, respondendo a uma pergunta da repórter se eles não se incomodavam com a crítica, diz: “O Wander Wildner, por exemplo, a crítica ama, todo mundo fala bem. Aí você vai num show dele na Augusta e tem 25 pessoas no máximo”. Não lembro que jogador que um tempo atrás disse não saber e que nem precisava saber nada de 1958. Caralho. Na mesma Rolling Stone o Bukowski diz que “sempre atraía o idiota da escola. Todo mundo sabe quem é: o cara fodido e vesgo, que usava as roupas erradas e sempre pisava na merda. Eu também desprezava esse cara, mas alguma coisa sempre acontecia e ele acabava virando meu amigo”. Acontecia isso comigo. Com a diferença que eu atraía as extremidades: o mais idiota e o mais doido. Invejava um pouco a liberdade e o desprendimento deste e sentia um misto de raiva e profunda comoção com a inadequação do outro que, no fundo, era a minha. Acho que desde lá intuía que de alguma forma o mais doido em dois segundos vira um idiota e o idiota não precisa de muito esforço pra parecer o mais doido. Mas o problema sempre foi a, vamos chamar assim, normalidade. Essa que acha perfeitamente natural essa coisa assustadora de meninas e meninos dançando na boquinha da garrafa ou esmurrando o “inimiguinho” pela vitória. O grande Roberto Piva dizia isso lá atrás: entramos na época da barbárie da normalidade. O que são esses meninos que levam metralhadoras na lancheira, esse casal que atirou a filha pela janela e sua respectiva audiência, essas sub-celebridades siliconadas? Pessoas normais, que dão bom dia no elevador. O Marião comentou no atirenodramaturgo sobre o hotel 5 estrelas que estávamos em Brasília semana passada – abraço Andrezão! –, por conta da apresentação do Natimorto no Espaço Brasil Telecom. Na piscina tocava alto, altíssimo, Ivete Sangalo. Como diz o Mirisola, no entanto, “a panaquice não tem geografia”. Por exemplo: a tia da minha mulher tem uma quitinete na Praia Grande. Fomos no ano passado. Dia de semana, quase ninguém na praia, do jeito que eu gosto. Só que mesmo assim as barracas ficam tocando essas coisas num volume indecente. Gonçalo M. Tavares: “Cada povo tem direito à sua música e ao silêncio. Tem direito a decidir de que modo quer interromper o silêncio. Direito a escolher quais sons quer: que palavra e que nota musical. Mas, repara: não há silêncios populares. Como isso assusta”. Nunca vou esquecer do Chacal, numa mesa de discussão que participamos juntos, dizendo que tava pensando em criar um curso de “desqualificação profissional”. E as “tias” das categorias de base da vida como se não bastasse o massacre diário botam Xuxa e congêneres pras crianças ouvirem na escola. Na ESCOLA. Óbvio que é enorme a probabilidade de sair daí um bando de Lulinhas, Cacás, NX-Zeros, mulheres que chamam pessoas de "fofas" e toda sorte de profissionais exemplares – não importa a área – com chuteiras cor de abóbora achando que jogam mais do que jogam. Tem também a normalidade “de esquerda” e essa praga “politicamente correta”. Um bando de Arnaldos Jabores, como escreveu o Nelson Rodrigues sobre a passeata dos 100 mil, gritando “abaixo a fome chupando um sorvete de duas bolas”. Lembro quando estreou o filme dos filhos de Francisco. Numa rodinha qualquer da “intelligentsia”, uma mulher tenta me puxar pra discussão e pergunta se assisti. Falei que não e nem ia. Adivinhe o que ela disse?, lógico: preconceito. Puta, que saco. Ainda tive paciência de responder: não, minha filha, isso é CONCEITO.
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Baudelaire: “o homem, isto é, cada um de nós, é tão naturalmente depravado que lhe custa menos suportar o rebaixamento universal do que estabelecer uma hierarquia justa”. Salve Wander Wildner e Maradona. Viva a meia dúzia de gatos pingados que em 80 e poucos estava comigo num show do Itamar Assumpção que mudou minha vida, pessoas que não se conformam, três camaradas batendo uma sinuca de madrugada em qualquer biboca do mundo estudando outras jogadas. Viva Tim Maia. Vale tudo o caralho.
Marcelo Montenegro é escritor, membro do grupo de teatro Cemitério de Automóveis e meu amigo.
postado por: FLÁVIO JACOBSEN 12:22 PM
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Quarta-feira, Junho 11, 2008
Junho, de quentão e pinhão na vila de nossa senhora da luz dos pinhais
ARAUCÁRIA ANGUSTIFÓLIA
taça de luz o caralho
pinheiro espinha ninho
pinha não é pra bico de passarinho
só gralha se empoleira no seu galho
a mais mau caráter das plantas
prepondera sobre as gramas ralas
e acha as outras todas palhas
por que além de si vicejam tantas?
não há vento que alise sua carapinha
pinheiro não dá sombra pra ninguém
suas iras fincam raízes na vizinha
a árvore casca grossa desde o gen
nega fogo se for palito de caixinha
será o diabo se houver vida vegetal no além
(Sérgio Viralobos e Marcos Prado)
postado por: FLÁVIO JACOBSEN 11:53 AM
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Terça-feira, Junho 10, 2008
Festa chucrute com sabor de pierógui
A globalização tem proporcionado fatos curiosos no mundo do esporte. Neste domingo dois eventos chamaram atenção. Dois exemplos que tornam o mundo, aos poucos, diferente e interessante.
Domingo, no início da tarde, no grande prêmio disputado em Montreal, o polonês Robert Kubca fez o serviço, dando a vitória à BMW, equipe alemã, que contabilizou sua primeira dobradinha.
E mais tarde, pelos pés de Podowski, polaco naturalizado alemão, o escrete germânico bateu (justo quem?) a vizinha Polônia, em clássico de arrepiar. O polonês não comemorou os seus tentos, em gesto bastante significativo. Cool.
Ou seja, festa polaca com sabor de chucrute. Ou banquete alemão com pierógui no cardápio.
postado por: FLÁVIO JACOBSEN 4:59 PM
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Quarta-feira, Maio 28, 2008
Vai com deus, meu velho!!!!
1957-2008
Morre autor que inspirou o filme Bicho de Sete Cabeças
Morreu na noite de ontem em São Paulo o escritor e ativista curitibano
Austregésilo Carrano Bueno.
Carrano ficou conhecido pelo seu livro
Canto dos Malditos, em que denuncia os maus tratos em hospitais psiquiátricos, narrando sua trajetória por diversos deles em Curitiba e Rio de Janeiro. O livro deu origem ao premiadíssimo filme
Bicho de Sete Cabeças, de
Lais Bodanzky, que alavancou a carreira de
Rodrigo Santoro no cinema. Santoro viveu o personagem alter-ego de Carrano, e suas agruras nos hospícios.
Nos últimos anos, Carrano destacou-se também como dramaturgo e ativista, na luta pela melhoria das condições dos hospitais psiquiátricos de todo o Brasil, sendo um expoente da chamada luta anti-manicomial.
Morreu de complicações geradas por um câncer de fígado. Sabe-se que o escritor aguardava um transplante há mais de um ano. O falecimento deu-se por volta das 17 horas de ontem, dia 27. O corpo chega a
Curitiba na manhã de hoje (28) e será sepultado no cemitério
Iguaçu, às
17h.
postado por: FLÁVIO JACOBSEN 12:11 PM
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Quarta-feira, Maio 14, 2008
Ele nasceu!!!
Venho por meio desta comunicar o nascimento na fria noite de ontem (dia 13 de maio, da libertação do povo negro), na Vila de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais de Curitiba, do filho tão aguardado dos orgulhosos pais
Rodrigo Genaro Marinho,
Carlos Alberto Carvalho Lins,
Walmor Douglas Wisloski Goes, e deste que vos escreve,
Flávio Jacobsen Freitas.
A criança nasceu saudável, apesar da necessidade do fórceps (dada as condições do “clima” que a cidade oferece). Veio à luz com muito, muito peso, e também a leveza necessária aos que pretendem ganhar os ares do mundo, pelas mãos do habilidoso cirurgião doutor
Marcus “Coelho” Gusso, a quem demonstramos aqui nossa eterna gratidão. E também aos talentosos enfermeiros
Luiz Antônio Ferreira e
Rodrigo Barros Homem del Rey, que lhe deram os primeiros tratos, em regime pré-natal. A eles, amigos e ídolos, idem e eternamente gratos.
O pequeno vem com 10 potentes faixas, dada a amputação de uma décima primeira, imposta pelo idiota dono do hospital. Seu formato por ora é CD.
Bonito, forte e formal. Mas também feio, sujo e malvado. Ainda nu, deve ganhar sua roupinha em breve. Daí, tomará as ondas da web e das rádios.
De nome "
Gruvox – Tudo que se Pode a Zero Grau", lavro e dou fé.
Longa vida a mais este carimbo na eternidade. Um brinde!!!
postado por: FLÁVIO JACOBSEN 3:16 PM
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Segunda-feira, Março 03, 2008
Eight days a week
Sem tempo ou vontade pra escrever por aqui. Acho que isso tá acontecendo com milhares de blogueiros. Nada mais natural, visto que todos temos vidas offline, sem as quais não teríamos o que escrever. É fato que cansei desta auto-indulgência do orkut, blogues em geral, homepages pessoais e tal. Nada demais. Logo devo postar coisas novas e/ou de interesse geral novamente por aqui. Os blogues são um veículo definitivo. Sem problemas com eles, dos quais continuo leitor.
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Mas já que arrumei tempo e paciência pra postar isso aqui, lanço algumas novidades:
O filme documentário que andamos fazendo, Bia Dantas, eu e mais uma turminha aí, não emplacou projeto de lei de incentivo, mas tá filmado. Assim como não tive tempo/paciência de escrever por aqui, também não tive tempo ou paciência pra entrar com novo projeto. Mas tá filmado, registro histórico de várias bandas na Grande Garagem que Grava. Espero em breve vê-lo finalizado. A coisa anda. Em cinema tudo demora muito, mesmo.
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O disco do Gruvox, tão aguardado, está gravado também, nas mãos de Rodrigo Genaro, baterista e produtor, finalizando pequenos detalhes de mixagem e edição. E tomamos como meta divulgá-lo a contento, fazer vários shows e tal, matar saudades dos palcos, assim que o material estiver em nossas mãos. Até a capa tá pronta, passando por pequenos ajustes. Depois, é com o Tupan, o Coelho e a turma da gravadora, a excelente Discos Voadores, nosso selo atual, com qual temos contrato e tudo certinho. Aviso aos navegantes: conforme esperado, é um disco bom pra caralho. Sem medo de ser feliz.
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No mais, continuo com meus trabalhos normais, como redator e tal. Ocupando meu coração com minha linda namorada e coisas que valem a pena, pra quem quer uma vida simples e tranquila.
postado por: FLÁVIO JACOBSEN 2:47 PM
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Segunda-feira, Dezembro 10, 2007
Feliz Natal
postado por: FLÁVIO JACOBSEN 10:39 AM
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Quarta-feira, Outubro 17, 2007
Todo mundo lá!
O último a chegar é mulher do Bispo Edir Macedo!
postado por: FLÁVIO JACOBSEN 2:55 PM
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Segunda-feira, Setembro 24, 2007
Frase
"Não escreve como um deus quem não sofreu como um cão."
(Thomas Mann)
Fonte:
Solda
postado por: FLÁVIO JACOBSEN 5:32 PM
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Quarta-feira, Agosto 29, 2007
Pulmões, humores e rumores
do blogue do Solda:
O guitarrista
Keith Richards, dos
Rolling Stones, comeu um cigarro em pleno palco durante um show no último fim de semana, em Londres. De acordo com reportagem da edição desta terça-feira da revista britânica
New Musical Express, Richards comeu o cigarro para protestar contra a nova lei que proíbe o fumo nos locais fechados do país.A proibição do fumo nos locais fechados inclui bares, boates e ginásios, como a arena O2, onde ocorreu o show do fim de semana.
A lei veta o consumo de cigarros tanto pela platéia como pelos músicos que estão no palco. Richards decidiu então mastigar um cigarro no intervalo entre as músicas, zombando da proibição contra seu hábito.Conforme a revista britânica, o show pode ter sido o último da carreira dos Stones, que podem abandonar os palcos por causa da idade avançada dos seus integrantes.
Os rumores aumentaram depois do show de domingo, já que o ex-baixista da banda,
Bill Wyman, apareceu de surpresa para tocar ao lado dos antigos colegas em Londres. VejaOnline - Enviada por
Iara Teixeira, fumante implacável.
postado por: FLÁVIO JACOBSEN 3:55 PM
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Terça-feira, Julho 24, 2007
Escarlate
Entre os destroços do avião, o que sobrou de Antônio, por milagre ainda à feição. O terno risca de giz queimado, mas quase intacto. Cabelos grisalhos inconfundíveis. Punhos cerrados. Numa das mãos, a maleta presa ao pulso algemada. Na outra, uma foto 3x4.
Madalena foi reconhecer o marido no IML. Confirmado, era ele, e os pertences. Na foto colorida, uma moça anos mais nova. Cabelos vermelhos tingidos. Olhos claros e um sorriso leve. Na maleta, escova e pasta de dentes, mais documentos que não lhe diziam nada. Choro breve e procedimentos.
Dia seguinte, na capela do Municipal, família, imprensa, empresários e amigos. Sob um véu negro, adentrando discreta e solene, a moça toca com a ponta dos dedos, levemente, o caixão fechado. Sorri o mesmo enigma da foto, deixando escapar por debaixo do véu alguns fios escarlates. Uma rosa branca, e vai-se sem cumprimentos.
Madalena abraça o mais novo em um tweed inglês. Ensaia uma gargalhada, tornada um choro de soluços. A repórter de tevê olha de soslaio, irrompe em breve silêncio. Devolve a matéria ao apresentador do plantão diário.
postado por: FLÁVIO JACOBSEN 11:57 AM
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Quarta-feira, Julho 18, 2007
Aos incautos
Em tempos de se dizer, a exemplo de Dunga, sem noção, da pureza das criancinhas, gostaria que os detratores leiam este texto do Parada, de Campínas, ligado ao núcleo
insanus.org, de Porto Alegre, sobre Curitiba. Sem "dunguisses", mas leiam
aqui.
postado por: FLÁVIO JACOBSEN 11:28 AM
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Terça-feira, Julho 17, 2007
Vai rolar a Rádio Tirana
mais informações:
http://radiotirana.blogspot.com/
postado por: FLÁVIO JACOBSEN 5:16 PM
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Sexta-feira, Julho 13, 2007
Yeah
Hoje é o
Dia Mundial do Rock. Sei lá, essas datas. Mas levanto aqui um brinde a esta maldição que tomou conta de mim ainda em tenra idade. Essa coisa que mudou meu coração, minha mente e minha vida para todo o sempre. Essa estranha energia que me dá forças pra viver. Essa eletricidade, essa ira santa e pagã. Never die, never die. Saúde!
postado por: FLÁVIO JACOBSEN 3:42 PM
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